Proibição das casas de apostas entrou em vigor nesta semana e obriga times a retirar marcas dos uniformes; 14 dos 20 clubes da Série A tinham bets como patrocinadoras máster
O Campeonato Brasileiro volta a campo nesta semana com uma mudança que será percebida antes mesmo de a bola rolar. As marcas das casas de apostas, que nos últimos anos tomaram conta das camisas dos principais clubes do país, começaram a desaparecer dos uniformes após a entrada em vigor da proibição das bets no Brasil. Folha de S.Paulo
A mudança atinge diretamente o caixa dos times. Dos 20 clubes que disputam a Série A, 14 tinham casas de apostas ocupando o espaço de patrocinador máster, justamente a área mais valorizada dos uniformes. UOL
Somente em 2025, as bets destinaram aproximadamente R$ 1,03 bilhão aos clubes que disputavam a elite do futebol brasileiro. O valor representou crescimento de cerca de 66% em comparação com os R$ 618 milhões registrados no ano anterior. Folha de S.Paulo
A saída repentina das empresas abriu uma corrida entre os clubes para reorganizar seus uniformes e, principalmente, encontrar novas fontes de receita. Flamengo, Corinthians, Fluminense, Botafogo, São Paulo, Palmeiras e Santos estão entre os times que já fizeram adaptações em razão da nova regra. UOL
O São Paulo, por exemplo, substituirá a Superbet pela Superscore, plataforma de estatísticas esportivas pertencente ao mesmo grupo econômico, no jogo contra o Cruzeiro nesta quarta-feira (7). A nova marca está autorizada a operar no país por não oferecer apostas. UOL
O impacto pode ser especialmente pesado para os clubes que passaram a depender dos contratos milionários. Antes da proibição, o Flamengo possuía o maior acordo do gênero no país: R$ 268,5 milhões por ano pagos pela Betano. Folha de S.Paulo
Difícil substituir tanto dinheiro
O problema para os clubes não é apenas encontrar outra empresa interessada em colocar a marca na camisa. O desafio será encontrar empresas dispostas a pagar valores semelhantes.
Especialistas do mercado esportivo apontam setores como bancos e serviços financeiros, varejo, indústria automobilística, farmacêuticas, alimentos, bebidas não alcoólicas e empresas de tecnologia como possíveis substitutos. A avaliação, porém, é que dificilmente outro segmento conseguirá ocupar imediatamente o espaço financeiro deixado pelas casas de apostas. UOL
Além das camisas, a mudança atinge placas nos estádios, publicidade nas transmissões, ações promocionais e outros espaços que passaram a ser dominados pelas empresas de apostas nos últimos anos.
Bets já estão fora do ar
A mudança no futebol acompanha o encerramento das operações das plataformas no país. Os principais sites de apostas saíram do ar nesta terça-feira (6), após o fim do prazo estabelecido pela Medida Provisória 1.394/2026. UOL
As empresas e entidades do setor contestam a medida e buscam reverter a proibição judicialmente. Enquanto não houver uma decisão que altere a situação, porém, o futebol brasileiro terá de aprender novamente a jogar sem as bets — dentro e, principalmente, fora de campo. Folha de S.Paulo
Sugestão de foto: eu usaria uma imagem recente de camisas de vários clubes da Série A, de preferência mostrando espaços de patrocínio retirados ou substituídos. Visualmente explica a matéria em um segundo.



