Como caí no mundo dos doramas – e nunca mais saí

Hoje, eu já perdi as contas de quantas histórias de amor acompanhei do outro lado do mundo. Foram mais de 80 doramas, alguns deles com tantos capítulos que é melhor nem fazer as contas. Assisto tanto que, ultimamente, meu maior problema é encontrar um título novo que ainda não tenha visto. Mas essa história começou de um jeito bem diferente.
Foi em 2020, durante a pandemia. Como todo mundo se lembra, foi uma época em que precisávamos ficar em casa, e assistir a séries acabou se tornando uma ótima companhia. Eu sempre gostei de histórias românticas, então naturalmente comecei a procurar por esse tipo de série na Netflix.
Uma das primeiras foi “Anne with an E”. Gostei muito. Depois veio “The Good Witch”, que também me conquistou. Assisti a tudo o que podia até, para minha tristeza, acabar. Então encontrei “Heartland” e lá fui eu novamente: episódio atrás de episódio, temporada atrás de temporada.
Eu assistia a tudo o que encontrava que tivesse romance, histórias de família, sentimentos e personagens pelos quais pudesse torcer.
Até que uma amiga me disse:
— Por que você não assiste a um dorama?
Dorama? Eu nunca tinha assistido a nenhum. Resolvi experimentar.
O escolhido foi “Pousando no Amor”.
Pronto. Foi amor à primeira vista.
Achei os atores lindos, adorei o romantismo e, principalmente, aquela pureza diferente nas relações e na maneira de contar uma história de amor. Quando percebi, já estava completamente envolvida com aquele universo.
Depois de Pousando no Amor, veio outro. Depois mais outro. E mais outro…
E nunca mais parei.
Hoje eu assisto de verdade. Não sou dessas que ficam quietinhas olhando para a televisão, não. Eu vibro, bato palma sozinha, fico feliz, fico triste e, quando aparece um vilão daqueles bem insuportáveis, xingo mesmo. Às vezes até esqueço que aquelas pessoas não conseguem me ouvir.
Já chorei com personagens, fiquei com raiva deles, torci por casais e passei horas pensando no que aconteceria no próximo capítulo. Talvez seja justamente essa capacidade de fazer a gente entrar na história que tenha me conquistado tanto.
Por isso achei que, antes de começar esta coluna, precisava contar como tudo começou.
A partir da próxima semana, o Tere Indica será o nosso cantinho para falar sobre essas histórias. Vou contar quais doramas já assisti, quais me fizeram suspirar, quais me fizeram chorar e, principalmente, quais eu acho que valem a pena você assistir também.
E olha que assunto não vai faltar.
Afinal, depois de mais de 80 doramas, alguma coisa eu tenho para indicar.
Até a semana que vem!
Tere

Maria Teresa
Mãe de três, avó de dois e apaixonada por boas histórias. Louca por doramas, romances e finais felizes, já perdeu a conta de quantas vezes disse “só mais um episódio”.

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