A investigação que resultou na Operação Nexus aponta que o grupo suspeito de atuar no tráfico de drogas teria acesso a uma estrutura destinada a acompanhar os deslocamentos das forças de segurança em Itatiba.

Parte desse aparato seria formada por câmeras mantidas por uma associação de moradores. Na avaliação dos investigadores, as imagens poderiam servir de alerta sobre a circulação de equipes policiais e permitir uma reação antecipada de integrantes do grupo investigado.

O Ministério Público apura se esse acompanhamento era utilizado para proteger a atividade criminosa, inclusive com a retirada de drogas e a dispersão de pessoas dos pontos de venda diante da aproximação da polícia.

A associação responsável pelo sistema de câmeras possui ligação com o vereador Carlos Eduardo de Oliveira Franco, conhecido como Du Guaca, que é um dos investigados na operação. A esposa do parlamentar também aparece relacionada à entidade.

A possível utilização de uma estrutura criada para vigilância comunitária em benefício de uma organização criminosa é um dos pontos agora investigados pelo Gaeco.